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‘Tenho medo de que não seja feita justiça’, diz companheiro de homem encontrado morto em apartamento após um rapaz…

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‘Tenho medo de que não seja feita justiça’, diz companheiro de homem encontrado morto em apartamento após um rapaz…

Câmeras de segurança do prédio registraram o momento em que Jefferson e um rapaz subiram para o 9º andar na madrugada da última quarta — Foto: Reprodução/TV Integração

“O único medo que eu tenho é de que não seja feita justiça, porque ele [o suspeito] está à solta. Não foi um homossexual que foi assassinado. Foi um ser humano. E do mesmo jeito que ele fez com o Jefferson, ele pode fazer com qualquer pessoa enquanto não for preso”.

Esse é o desabafo do companheiro de Jefferson Claudio Lopes de Carvalho, de 43 anos, geógrafo encontrado morto no apartamento onde morava, na região central de Uberaba, na última quarta-feira (11). O caso é investigado pela Polícia Civil, que tenta identificar o suspeito de matar o geógrafo, que foi visto saindo do local enrolado em um lençol.

Sem mostrar o rosto, o companheiro da vítima concedeu entrevista à TV Integração e relembrou como foi encontrar Jefferson já sem vida.

“Me despedi dele. Eu entrava meia-noite no trabalho. Saí daqui mais ou menos 23h45 [de terça-feira]. Quando eu cheguei, por volta de 6h15 [de quarta], entrei no apartamento, a porta estava destrancada – o que era hábito quando eu não levo a chave. Quando eu abri, não tinha nada fora do lugar, estava tudo tranquilo, do jeito que eu tinha deixado. Entrei no quarto e me deparei com ele no chão, então eu achei que ele estava dormindo ali porque estava com algum problema na coluna ou por causa do calor. Falei com ele e ele não me atendeu. Quando eu toquei nele, eu percebi que ele não estava mais aqui”, contou.

A filha do casal, de 16 anos, estava em casa, mas não viu quando o pai foi morto. “Ela dorme sempre com a porta trancada, ventilador ligado e ela não percebeu nada de diferente, tanto que fui eu que dei a notícia para ela”, lembrou.

A morte foi constatada por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A perícia da Polícia Civil foi acionada e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde foi confirmada morte por asfixia.

Jefferson era do Piauí e, como estava há cerca de três meses em Uberaba, o círculo de amizades dele era restrito. Agora, a Polícia Civil vai tentar identificar um amigo que ele havia conhecido e chegou a comentar com o companheiro.

“O que eu sei é que foi estabelecida uma relação de confiança entre os dois, porque ele não traria alguém para tirar a vida dele, tampouco com nossa filha estando aqui e correndo este risco também. Então assim, houve essa relação de confiança, e ele foi pego de surpresa, aconteceu o que aconteceu e o pior: nada foi levado; até o momento, eu não dei falta de nada significativo. Tinha talão de cheque, tinha joias e objetos que ele poderia facilmente pegar e não levou. Foi por nada. Ele ficou menos de meia hora no apartamento e acabou com uma relação de 21 anos em menos de meia hora”, desabafou o companheiro de Jefferson, que afirmou à PM que a vítima tinha relacionamentos extraconjugais.

Imagens e investigações

Câmeras de segurança do prédio registraram o momento em que Jefferson e um rapaz subiram para o 9º andar na madrugada da última quarta. O suspeito usava boné, bermuda, camisa e tênis. Cerca de 20 minutos depois, ele saiu do elevador enrolado em um lençol.

Segundo o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Uberaba, delegado Cyro Moreira, esse é o principal suspeito de ter matado o geógrafo. Ainda de acordo com ele, a família da vítima desconhece o homem que aparece nas imagens.

“A filha do casal estava no quarto com o ventilador ou ar-condicionado ligado, e não ouviu nada. Estamos investigando se já era uma pessoa conhecida. Mas pelas características que identificamos da vítima pode ser que aquele fosse um relacionamento eventual, um encontro pela primeira vez”, afirmou o delegado.

Ainda de acordo com Moreira, a hipótese de latrocínio – roubo seguido de morte – foi descartada. “A cena [do crime], num primeiro momento, foi descrita como um possível encontro de cadáver ou até suicídio. No entanto, os achados periciais indicam homicídio. A vítima foi espancada”, explicou.

Fonte: G1

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