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Internado por vício, passa por “cura gay” e é estuprado!

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Internado por vício, passa por “cura gay” e é estuprado!

Arquivo Pessoal

O auxiliar de classe Eduardo*, 31, de Osasco (SP), pediu a ajuda dos pais, em 2011, para conseguir tratar a depressão e largar o vício em álcool e na cocaína. No entanto, ele acabou passando por clínicas que acreditavam que ele tinha estes problemas por ser homossexual e estar possuído por “espírito da pomba-gira”. “As pessoas pensam que fundamentalistas vão criar clínicas especializadas em cura gay. Este ‘tratamento’ acontece, no entanto, de forma velada, em algumas comunidades terapêuticas evangélicas”, afirma o rapaz, hoje um militante contra a existência de manicômios, à Universa

Dentro de duas das três clínicas onde foi internado, Eduardo conta que viveu o inferno. Ele viu roupas de uma pessoa travesti serem queimadas, foi ameaçado de ser linchado por não querer “deixar a viadagem” e foi obrigado por outros internos a prestar “favores sexuais”. Pacientes que recebiam o “cargo” de monitores obrigavam-no a fazer sexo oral neles para evitar delações desnecessárias. De acordo com o artigo 203 da lei de número 12.015, de 2009, “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso” é considerado estupro e pode render pena de seis a dez anos de prisão. 

Leia o depoimento de Eduardo:

“A minha primeira internação foi em 2011. Naquela época, eu não havia assumido a minha homossexualidade, mas a minha família desconfiava. Ninguém concordava com a minha orientação, uma parte por ser evangélica, outra por achar que era uma vergonha. 

Eu estava passando por um momento de depressão devido à homofobia que sofria dentro de casa, por isso comecei a beber e a usar cocaína de forma abusiva. Pedi ajuda para minha família para lidar com estes problemas. A gente não conhecia nenhuma ajuda terapêutica. Minha irmã descobriu, então, uma clínica na igreja que ela frequentava. O pastor, dono do lugar, dizia que tratava tanto a homossexualidade quanto a dependência química. Era um pacote que ele vendia. 

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