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HUGO BONEMER SENSUALIZA AS COXAS EM ENSAIO

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HUGO BONEMER SENSUALIZA AS COXAS EM ENSAIO

 Hugo Bonemer (Foto: Rafael Cusato / Divulgação)

Muitas pessoas se identificaram com a sua história e torcem pelo namoro como Conrado Helt. O que acha disso?
Não quero que romantizem a minha vida afetiva. Porque é como a vida de qualquer um. É uma relação real, de altos e baixos. Eu e o Conrado não estamos mais juntos. Estamos conversando sobre a possibilidade de voltar. A gente está passando por alguns ajustes e acertos. Nunca quis transformar a minha relação em um objeto de marketing. Ela é real. A questão é que nós somos como qualquer outra pessoa. O fim do nosso relacionamento não significa que não seja possível para um gay encontrar o amor. O Conrado foi o meu segundo namorado, nunca vai deixar de ser parte da minha família. Mas o que quero dizer é que não quero ser um exemplo. Vou errar como qualquer outra pessoa. Enquanto todos os meus amigos tiveram várias namoradas e pegaram na mão das pessoas que amavam pela primeira vez aos 13 anos de idade, eu fiz isso aos 26. Minha vida sexual e afetiva começou supertarde. Eu dizia até que queria ser padre quando criança porque antes os gays eram mandados para o hospício ou para o seminário.

 Hugo Bonemer (Foto: Rafael Cusato / Divulgação)

Chegou a tentar namorar mulheres?
Tentei e me forcei muito a namorar mulheres. Paguei muito mico e magoei muitas pessoas. A última mulher que eu tentei namorar ficou em depressão profunda. Ela pensava que eu não queria ficar com ela porque era feia, gorda… E ela é linda! E um amigo em comum nosso dizia: “Ele é gay!”.

Você disse em entrevista anterior que teve dificuldade até de se abrir com os seus familiares e que se sentia um mentiroso compulsivo por omitir essa parte de sua vida…
Foi muito difícil contar para a minha família porque sou fruto de uma geração que gay era xingamento. Tinha o gay da cidade, o gay do colégio… Eram pessoas que ninguém queria ser. Hoje, olho para essas pessoas e vejo que elas foram extremamente corajosas. Queria ter sido como elas e ter tido a coragem delas lá atrás. Mas eu era um cagão e mentiroso. Uma vez um cara me ouviu falar isso e disse: “Nossa que decepção. Você está dizendo que eu era um mentiroso porque não contei para a minha família ainda”. Eu respondi: “Me desculpe se te ofendi. Mas estou falando como eu me senti. Falando a real, se você não conta a verdade para a família, é o que?”. Não quero ofender ninguém falando isso, mas falar que caráter é o maior valor que a gente tem. Posso estar errando em falar isso na entrevista e acabar ofendendo alguém, essa não é a minha intenção, mas o preconceito é uma fábrica de vergonhas. As pessoas correm o risco de achar que é normal mentir. Isso afeta a vida para sempre. Eu comecei a ver que achava normal mentir algumas coisas. Por que mentir?

No Brasil a cada 19 horas morre uma pessoa da comunidade LGBT vítima de LGBTfobia. Você sentia medo de se declarar gay?
Não tinha conhecimento do que eu sentia na época era medo, mas hoje vejo que era. Foi o meu ex-namorado que realmente me libertou. Lembro que a gente foi para Nova York e ele pegou na minha mão e disse: “A gente vai andar de mãos dadas na rua”. Entrei em pânico! Fui olhar se tinha brasileiro em volta e toda a vez que ouvia alguém falando português, soltava a mão dele. Ele respeitava. Eu tinha acabado de fazer Malhação. Depois disso, quando voltei para o Rio, a gente estava em um restaurante e segurei na mão dele. Sentia a vontade de soltar quando alguém chegava, mas daí apertava mais forte. Passei então a ter esse hábito. Me deixei me influenciar por esse meu ex, que é um médico. Ele me ajudou muito. Eu me acalmei com a calma dele diante dessas circunstâncias.

Fonte: Quem

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