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Ex-Ator de Malhação revela que foi orientado a ficar no armário para trabalhar na TV

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Ex-Ator de Malhação revela que foi orientado a ficar no armário para trabalhar na TV

Hugo Bonemer  revela ao Notícias da TV que esconder a verdade seria mais prejudicial para seu bem-estar do que possivelmente perder alguns papéis.

“Todo mundo [recomendava que eu não falasse sobre isso], alguns atores, diretores… Mas, em algum momento da minha vida, passou a fazer mais sentido ter uma relação pautada na verdade. É muito dolorido manter um relacionamento escondido, chega um ponto em que é melhor nem ter mais”, reconhece.

Bonemer admite que nem ele sabe o que vai acontecer com sua carreira. “Eu sei que alguns produtores de elenco gostam do meu trabalho. Mas não está claro como vai ficar o mercado para mim. Não vão deixar oficialmente de trabalhar comigo por esse motivo, mas talvez aconteça um afastamento gradativo. Ninguém vai dar o braço a torcer e falar: ‘Não vou contratar você para esse trabalho porque você é gay'”, diz.

“Estava ciente do risco quando falei sobre o assunto, mas espero também que existam produtoras que não enxerguem dessa maneira. Tudo o que eu posso é continuar fazendo o meu melhor, chegar com o texto decorado, seguir com o meu trabalho”, resume o ator de 30 anos, que depois de Malhação atuou na novela Alto Astral (2015) e na primeira fase de A Lei do Amor (2016).

Ser chamado para interpretar apenas personagens gays é uma preocupação para o ator? “É, mas da mesma forma que seria só receber convites para heterossexuais. A maioria dos atores na TV fica estereotipado com personagens héteros.”

O ator ressalta, inclusive, que se emociona com as mensagens que recebe na internet.

“As pessoas dizem o quanto fui importante para elas. Eu fico emocionado, porque no passado eu precisei disso. Lembro que era mais novo e encontrei uma revista em que um ator falava sobre bissexualidade. Era a primeira vez que via alguém falando sobre isso, eu não tinha internet, não entendia o que eu estava sentindo. Então, eu rasguei aquela página da revista que achei na recepção do dentista e guardei comigo durante muito tempo. Eu estava angustiado e aquilo me trouxe paz, vi que não estava sozinho.”

As poucas mensagens negativas não o incomodam. “Antes de ouvir a repercussão dos outros, o importante é que estou em paz. A única escolha que tenho é ficar em paz, sem crise. Não há uma questão interna minha sobre ser gay ou não, então não faz muita diferença se uma pessoa só sabe ou se 180 milhões sabem”, explica.

Fonte: Noticiasdatv

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