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Evandro Santo rebate críticas da comunidade LGBT após agressão: “Sempre fui muito gay”

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Evandro Santo rebate críticas da comunidade LGBT após agressão: “Sempre fui muito gay”

Evandro Santo (Foto: Marcelo Sá Barretto / AgNews)

Evandro Santo usou seu perfil no Instagram para mandar recado para quem está o acusando de “se aproveitar da comunidade LGBT”. O comediante, conhecido principalmente pelo seu trabalho no Pânico na TV, sofreu agressão após um show no último domingo (20) e registrou boletim de ocorrência no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) nesta segunda-feira (21).

Ele recebeu críticas da comunidade LGBT nas redes sociais ao denunciar o caso e rebateu as acusações. “Sou gay desde os 6 anos de idade. Apanhei muito por imitar a Gretchen, porque tinha voz fina, porque andava rebolando. As pessoas na escola me batiam, jogavam goiaba na cabeça, juntavam em turma na saída para me bater”, começou. “Aos 12 anos, eu cansei disso tudo, voltei um dia do trabalho e falei: ‘Sou gay e pronto’.”

Depois de contar o início de sua história, Evandro relembra o que era ser homossexual nos anos 80 e rebate críticas de que a agressão teria sido ‘carma’ por seus posicionamentos políticos.

“Nunca abaixei a cabeça por ser gay. Entrei na televisão, em horário nobre, como gay. As pessoas falam que sou ‘bolsomita’. Não sou. Entrevistei o Bolsonaro três vezes e, como profissional e repórter que sou, tive que entrevistá-lo direitinho. Apesar de não concordar com as coisas dele, ele nunca me tratou mal”, explica.

“Se eu fosse uma pessoa considerada nojenta e escrota na comunidade, eu não teria acesso a todas as boates gays que eu frequento e que as pessoas me param e tiram foto comigo. Falam que eu apoiei o Bolsonaro. Gente, eu nunca apoiei o Bolsonaro, tanto que em A Fazenda eu estava confinado, não podia nem votar, eu ia votar no Ciro Gomes mas não deu”, contou.

Ele continua o vídeo explicando que respeita a ‘opção política e ideológica’ das pessoas, tem amigos que apoiaram a candidatura de Bolsonaro e apenas não fala sobre política.

“Eu não estou interessado nisso, o que me assusta é violência”, declara. “Ninguém se lembra do fato, um dos maiores trunfos da minha vida, que foi dar uma entrevista no programa do Danilo Gentili e sair na imprensa: ‘Bolsonaro dá entrevista a Danilo Gentili e não bate recorde de audiência de Evandro Santo’. Ou seja, o viado que vocês estão aí falando mal conseguiu uma audiência maior que a do presidente atual do Brasil.”

O comediante também recebeu ofensas de que seria uma “bicha velha” e “acabada” e pediu respeito pela sua história e suas contribuições à comunidade LGBT. “A minha luta é ter sido sempre um viado e estar na televisão sem precisar me disfarçar, sem precisar fingir que sou hétero. Mais respeito pela minha pessoa. Posso ser bicha velha, bicha gorda, flopada. Mas continuo trabalhando.”

“Você que fala que estou me aproveitando da comunidade LGBT, eu ajudei essa comunidade a crescer. Eu já enterrei amigos com Aids, já separei briga de amigos meus que apanharam na rua. Não acho graça nenhuma. A questão é que além de gay eu sou um ser humano, e a gente precisa comemorar muita coisa que a gente tem hoje que foi plantada lá atrás.”

Fonte: Quem

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