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DORIA É PROCESSADO POR PROFESSORES PELA CENSURA AO MATERIAL DIDÁTICO

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DORIA É PROCESSADO POR PROFESSORES PELA CENSURA AO MATERIAL DIDÁTICO

Professores e pesquisadores vinculados a universidades públicas do Estado de São Paulo e ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia deSão Paulo ingressaram na Justiça com uma ação para anular o ato do governador paulista João Doria Jr, que mandou recolher cartilhas voltadas ao estudantes do 8º ano do ensino fundamental da rede estadual. Segundo a ação, houve censura do material didático pelo fato de Doria discordar da visão sobre identidade de gênero e diversidade sexual nele contido. Os proponentes pedem que o material seja devolvido aos alunos.

As cartilhas já haviam sido entregues e seriam utilizadas durante o 3º bimestre de 2019. Com isso, por conta de três páginas, estudantes ficaram sem as outras 141 com conteúdos de arte, ciências, educação física, geografia, história, inglês, matemática e português.

Os docentes e pesquisadores da Universidade Federal do ABC, Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal de São Carlos, Universidade de São Paulo e Universidade Estadual de Campinas que ajuizaram a ação contaram com o apoio do Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu).

“O recolhimento das apostilas é ilegal, inconstitucional e um absurdo. Impõe censura ideológica e deixa mais de 330 mil estudantes sem material de oito disciplinas para o terceiro bimestre”, afirma Eloisa Machado de Almeida, professora da FGV Direito SP, coordenadora do núcleo de pesquisa Supremo em Pauta e membro do CADHu.

Pelas redes sociais, Doria reclamou do que ele chamou de “apologia à ideologia de gênero”, categoria rejeitada pela academia, mas muito utilizada por grupos conservadores que defendem uma visão excludente de identidade e sexualidade.

De acordo com os proponentes, o governador violou a Constituição Federal, a Base Nacional Comum Curricular e o próprio currículo educacional do Estado de São Paulo – que defende a pluralidade da identidade de gênero e da sexualidade humana e combate o preconceito e a discriminação.

Fonte: Sakamoto/uol

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